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31 DE MARÇO: UM DIA HISTÓRICO.

Passeata feminina contra a ditadura.
Hoje é um dia que merece ser lembrado por todos os brasileiros; não pelo fato em si, mas pelo que ele representou para a História do Brasil. Se a Ditadura Militar (1964-1985) ainda estivesse em marcha, estaria completando 42 anos. Felizmente não está.
E um fato inusitado ocorreu hoje, no troca-troca de ministros do governo Lula, tendo em vista que alguns saíram do cargo para disputar uma vaga nas eleições de outubro. O ex-Controlador-Geral da União, Waldir Pires, que fora um dos perseguidos pelo regime ditatorial, assumiu a pasta da Defesa Nacional, ministério criado há mais ou menos sete anos para administrar as Forças Armadas. E, como era de se esperar, não só pela sua situação pessoal de outrora como também pelo estágio atual da sociedade, foi logo disparando: “Nos presentes dias, não temos mais o risco de um regime daquele. O Ministério da Defesa e as Forças Armadas têm por objetivo garantir a paz, a segurança e a soberania nacionais”.
Pode-se definir o Regime Totalitário como sendo o período da política brasileira em que o país foi governado pelos militares, com demasiado autoritarismo, desenfreada perseguição política, intensa censura, toda sorte de torturas psico-físicas, supressão de direitos constitucionais, fundamentais – individuais e coletivos – vários homicídios, dentre tantas outras barbáries. E a crise política intensificou-se com a renúncia de Jânio Quadros em 1961, assumindo, num clima adverso, o vice João Goulart (O Jango). É que seu governo foi marcado pela abertura às organizações sociais, pela crescente onda de movimentos populares e estudantis, causando, assim, temor nas classes conservadoras, como banqueiros, empresários, boa parte da Igreja Católica, militares e a classe média em geral.
E com certa razão, pois, nessa época, a Guerra Fria vivia seus tempos de ouro e muitos se preocupavam com a possibilidade de, no Brasil, haver uma guinada para o Socialismo, um golpe comunista. Assim, os partidos de oposição, notadamente a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), começaram a acusar Jango de planejar um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e desabastecimento enfrentados pelo país. Ademais, em face de ter ele, no dia 13 de março de 1964, realizado um grande comício na Central do Brasil/RJ, defendendo as Reformas de Base, com mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país, em 19 do mesmo mês e ano, as forças conservadoras organizaram uma manifestação em desfavor das intenções do presidente, que reuniu milhares de pessoas no centro da cidade de São Paulo e ficou conhecida, paradoxalmente, como a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Que Família? Que Deus? Que Liberdade? A família militar autoritária, que, como se encarnasse o próprio Deus, dias depois tolheria a liberdade dos cidadãos?!
(CONTINUA A SEGUIR)
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 23h36
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Nesse sentido, em 31 de março de 1964, tropas mineiras e paulistas saem às ruas e tomam o poder. João Goulart, para evitar uma guerra civil, deixa o país, refugiando-se no Uruguai. Destarte, destituído o presidente constitucional, os três ministros militares – Arthur da Costa e Silva, do Exército; Correia de Mello, da Aeronáutica; e Augusto Rademaker, da Marinha – assumiram o comando nacional. Através dos chamados Atos Institucionais, atropelaram a Constituição e o Congresso Nacional, atribuindo ao governo militar poderes excepcionais. Com a edição do AI-1, em 09 de abril de 1964, estabeleceu-se, dentre outras coisas:
· A eleição indireta do presidente da República;
· A autorização para que pudesse o presidente cassar mandatos e suspender direitos políticos por dez anos;
· A suspensão por mais seis meses das garantias constitucionais.
Os três ministros militares escolheram, para comandar a nação, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que fora o chefe da conspiração contra Goulart. Daí avante, o Brasil seria governado por uma série de militares até 1985, quando teria início o processo de redemocratização, ratificado pela atual Carta da República.
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 23h34
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ESTÁ VIRANDO MODA... FIQUEMOS DE OLHOS BEM ABERTOS...
Auditores do fisco violam sigilo de seis mil pessoas
O caseiro Francenildo dos Santos Costa está longe de ser a única vítima de violação criminosa de dados sigilosos sob proteção do Estado. A Corregedoria da Receita Federal investiga um caso envolvendo o acesso irregular aos dados fiscais de cerca de 6.000 pessoas físicas e jurídicas. A lista de vítimas inclui juízes, desembargadores, jornalistas, empresários e autoridades do governo.
A investigação foi aberta há cerca de 20 dias. Os primeiros resultados revelam que a lista de contribuintes que tiveram os seus sigilos violados inclui o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira (PMDB-CE); e duas empresas de Marcos Valério de Souza, as agências de publicidade SMP&B e a DNA.
A relação inclui também pelo menos onze juízes da Justiça Federal de Brasília e o procurador-geral adjunto da Fazenda Nacional Tadeu Alencar. Anota ainda os nomes do ex-secretário da Receita Everardo Maciel, de sua empresa (Logus Consultoria) e de pessoas de sua família (mãe, filha e ex-mulher).
Há quatro processos disciplinares abertos na Corregedoria da Receita. Em todos eles figuram como acusados das violações três auditores da Receita: Washington Afonso Rodrigues, Marco Antonio Macedo Pessoa, Cid Carlos Costa de Freitas. São os mesmos que, conforme noticiado aqui, foram destituídos no final de fevereiro da comissão de sindicância que investigava, desde 2003, supostas irregularidades praticadas na cúpula do Receita.
Washington, Marco Antonio e Cid, como os acusados são conhecidos, estão lotados na Corregedoria da Receita Federal. Trata-se de uma repartição que não tem poderes para conduzir ações fiscais. Realiza apenas correições funcionais, para apurar delitos praticados por funcionários da própria Receita. Mesmo nos casos que envolvem investigações de servidores do fisco, o acesso aos dados fiscais precisa ser justificado.
Quanto contribuintes que nada têm a ver com a estrutura funcional da Receita, os agentes da Corregedoria não tinham poderes para pescar-lhes os dados fiscais no sistema da Receita. A bisbilhotice é expressamente desautorizada por lei. Deparando-se com alguma irregularidade praticada por um desses contribuintes, os auditores poderiam, no máximo, comunicar à Receita, a quem caberia investigar.
De acordo com os primeiros resultados da investigação, verificou-se que, em pelo menos um caso, além de recolher as informações no sistema do fisco, os auditores sob suspeição vazaram as informações para a imprensa. Trata-se do caso envolvendo as empresas de Marcos Valério, que representou contra os vazamentos junto à Corregedoria. Suspeita-se que o mesmo tenha ocorrido em relação aos dados sigilosos de Henrique Meirelles, o presidente do Banco Central.
Chegou-se aos autores da violação por meio das senhas que dão acesso aos computadores da Receita. Elas ficam gravadas no sistema. Os três acusados ainda não foram ouvidos nos processos. Alegando problemas de saúde, pediram licença médica. Sabe-se que um deles, Marco Antônio, sofreu infarto. Quanto aos outros dois, Washington e Cid, suas dificuldades médicas são, por ora, desconhecidas.
O blog tentou ouvir os três auditores. Mas não os encontrou. A pena para o “acesso imotivado” aos computadores da Receita é a demissão por justa causa, “a bem do serviço público”. Para os em que ficar comprovado o vazamento dos dados, os responsáveis estão sujeitos a processos civis e criminais que podem levar à pena de prisão de um a quatro anos.
A Corregedoria da Receita será obrigada a informar aos 6.000 contribuintes bisbilhotados que os seus dados foram violados indevidamente. A União estará sujeita a eventuais ações de reparação por danos morais. Espera-se concluir as investigações em 120 dias.
(Esta reportagem foi retirada do blog do Josias de Souza, colunista da Folha de São Paulo)
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 12h10
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E EM UMA DAS MINHAS LEITURAS DE HOJE, NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS:
El 'superministro' de Economía de Brasil, Antonio Palocci, dimite por las acusaciones de corrupción
JUAN ARIAS - Río de Janeiro
EL PAÍS - Internacional - 28-03-2006
Antonio Palocci, superministro brasileño de Economía y la figura más importante y emblemática del Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva, fue relevado ayer de su cargo después de que el propio ministro pidiera su sustitución en una carta, en respuesta a las acusaciones de corrupción que en las últimas semanas han estrechado el cerco a su alrededor.
El economista Guido Mantega, de 55 años, actual presidente del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES) y uno de los redactores del programa económico que llevo a Lula al poder en 2002, le sucederá en el cargo.
Palocci, de 45 años, permaneció en pie cuando arreció la lluvia de acusaciones de corrupción durante su mandato como alcalde de Riberão Preto. Sin embargo, su situación se volvió insostenible después de que Francenildo Costa, el portero de un local alquilado en Brasilia por tres de los asesores del ministro, asegurase haberlo visto visitar en 2004 la mansión, donde supuestamente se hacían fiestas y repartían fondos procedentes de sobornos.
Costa afirmó que había visto a Palocci "entre 10 y 20 veces" en la casa, algo que el hasta ahora ministro había negado categóricamente ante la comisión de investigación de los casos de corrupción del Parlamento. Al parecer, la casa también era utilizada para organizar fiestas nocturnas con jóvenes prostitutas.
Después de acusar a Palocci, se levantó el secreto de las cuentas que el portero mantenía en la Caixa Economica, una institución del Estado. El presidente del Supremo, Nelsom Jobim, consideró el hecho como "el más grave cometido en una democracia", porque el portero había acabado pasando de la condición de acusador a la de acusado y perseguido, algo que la opinión pública consideró inaceptable. Ayer mismo, el presidente de la Caixa, Jorge Matoso, declaró ante la policía que él mismo había entregado copias de la cuenta de Francenildo Costa al ministro Palocci.
Partidos de la oposición
Los dos mayores partidos de la oposición, el Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) y el Partido del Frente Liberal (PFL), habían pedido recientemente al Parlamento la destitución de Palocci por haber mentido a la comisión de investigación del Senado y por su supuesta implicación en la quiebra del secreto bancario del portero.
El presidente Lula, que en los últimos días mantuvo varias reuniones con Palocci, se vio acorralado entre la espada y la pared. Destituir al ministro de Economía suponía quedarse desnudo y sin escudo ante los ataques de la oposición en su contra; mantenerlo en el cargo -como hubiese preferido Palocci para no perder la inmunidad parlamentaria y quedar merced de la justicia- hubiera significado un desgaste no menor.
A pesar de que el ala más a la izquierda del Partido de los Trabajadores (PT), al que pertenece Lula, pedía al presidente que sustituyese a Palocci por un político menos riguroso en cuestiones fiscales, el mandatario prefirió a Mantega, que está en la misma línea del ministro saliente, lo que sin duda contribuirá a calmar la inquietud generada en los mercados y en los inversores extranjeros por la dimisión de Palocci.
(Por pensarmos prescindir de tradução – não pela língua em si, mas porque se apresenta a reportagem de forma clara e de fácil entendimento – deixamo-la na versão original).
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 18h11
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E NO BLOG QUERIDOLEITOR.ZIP.NET, PARA DESCONTRAIR:
DEMIFÃO

O miniftro Palofi pediu demifão do cargo de miniftro. Dif que é afaftamento, mas é demifão.
Pena. Eu goftava dele. Maf vou acreditar maif em bioritmof. Como dif um poft mais abaifo, todaf af curvaf eftavam caindo.
Fó efpero que a economia não vire uma porcaria por causa da demifão. Jufto agora que é hora de Impofto de Renda, e de leão leão...
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 23h33
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INFORMATIVO
A VERSÃO FÁCTICA É A DE QUE ANTÔNIO PALOCCI, O AGORA EX-HOMEM FORTE DO GOVERNO LULA, PEDIU SUA DEMISSÃO. ANTES, QUANDO DAS ONDAS DE DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO QUE ENVOLVIAM SEU NOME, JÁ HAVIA ELE POSTO O CARGO À DISPOSIÇÃO, MAS O PRESIDENTE FOI TAXATIVO: "ELE (REFERINDO-SE A PALOCCI) ESTÁ MAIS FIRME DO QUE NUNCA!". O CENÁRIO ATUAL É TOTALMENTE DIVERSO. PORÉM A BLINDAGEM EM TORNO DO EX-MINISTRO DA FAZENDA PARECE CONTINUAR A MESMA: NÃO FOI DEMITIDO; SOLICITOU A DEMISSÃO. SABEMOS QUE POR RAZÕES ÓBVIAS, DENTRE ELAS A MAIS INTRIGANTE E INDIGESTA: A QUEBRA ILEGAL DO SIGILO BANCÁRIO DE FRANCENILDO SANTOS COSTA, O BADALADO CASEIRO. GUIDO MANTEGA, QUE PRESIDIA O BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES, É O ANUNCIADO PELO PLANALTO PARA SUBSTITUIR O HOMEM DE RIBEIRÃO PRETO. VAMOS FICAR ATENTOS, MAS SEM ESPERARMOS MUITO, CREIO, NO QUE TANGE A MUDANÇAS NA POLÍTICA ECONÔMICA ORTODOXA E CONSERVADORA DO GOVERNO FEDERAL. AFINAL DE CONTAS, PALOCCI NÃO SAIU POR CAUSA DA SUA FORMA DE CONDUZIR A ECONOMIA NACIONAL, QUE, COM TEMPERAMENTOS, TROUXE RESULTADOS RAZOÁVEIS, MAS PORQUE, SE CONTINUASSE, POR CERTO PREJUDICARIA E MUITO A REELEIÇÃO DE LULA.
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 18h37
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UM TEMA QUE MERECE REFLEXÃO E DEBATE!
A psicóloga, educadora e colunista da Folha de São Paulo Rosely Sayão escreveu em seu blog (blogdaroselysayao.blog.uol.com.br) um texto interessante: “Educar X Proteger”, de 27/03/06, que traz à baila uma intrigante e necessária reflexão acerca das relações entre pais e filhos, dentre outras.
Diante disso e assentado nas preciosas lições do mestre Paulo Freire, resolvi sobre tal tema um pouco dissertar, suscitando algumas idéias e procurando promover o debate.
É sabido que as relações humanas, a intersubjetividade, a vivência de experiências, em que pese o seu caráter necessário, são envoltas de grande complexidade. E nesse esteio as relações intra-familiares, mormente entre pais e filhos, ocupam o primeiro degrau numa “escala de dificuldade”.
Isso muito se revela, por exemplo, com aqueles jovens, freqüentemente de interior, que saem da casa dos pais em busca dos seus sonhos, a fim de caminhar com suas próprias pernas. A dificuldade de vencer as limitações e tabus provincianos que esmagam a mentalidade liberal do jovem; o “modismo” imposto sobretudo pela praga das novelas televisivas que importam modelos norte-americanos mal resolvidos e fracassados na própria matriz; e, não raro, a gerontocracia sem diálogo franco, aberto, com pautas antiquadas, obsoletas, principalmente relacionadas com religião, sexo e realização pessoal são alguns dos fatores determinantes para o êxodo de legiões de jovens com os mais robustos sonhos infanto-juvenis em direção à cidade grande.
Muitas vezes, tal decisão, por parte desses jovens, implica em rompimentos dolorosos, seja porque alguns pais não admitem o diálogo, o debate, a conversa, nem respeitam a vontade dos filhos de obter a autonomia, de sair das asas de seus genitores, e terminam até por “amaldiçoar” a saída deles (como: “não ponha mais o pé de volta”; “isso não vai dar certo” etc.), seja porque os filhos, quando da decisão, não amadureceram a idéia, não souberam pô-la aos pais, quiseram fazê-la prevalecer a qualquer custo, inobservaram que um momento de independência deve ser projetado com cuidado, coerência, sem atitudes de afogadilho, para que signifique crescimento e maturidade.
Um fato a observar, que se pode inferir do texto de Rosely Sayão, é que esses pais que não concebem a libertação de seus filhos, o crescer para o mundo, no fundo, não educam, apenas criam, “protegendo” demasiadamente. E da pior forma! Imaginam que eles vieram ao mundo (e que mundo!) para viver eternamente sob sua guarida, e não para trilhar o próprio caminho, construindo o próprio altar. Com isso, muitas vezes agem com autoritarismo, jamais com autoridade.
De fato, conforme Paulo Freire, ensinar é uma especificidade humana, e uma das qualidades essenciais que a autoridade deve revelar em suas relações com as liberdades dos que aprendem é a segurança em si mesma; é a segurança que se expressa na firmeza com que atua, com que decide, com que aceita rever-se. A segurança com que a autoridade se move implica na sua competência profissional, na generosidade, na humildade. O clima de respeito que nasce de relações justas, sérias, democráticas, humildes, generosas, em que a autoridade e a liberdade dos que aprendem se assumem eticamente, autentica aquilo que Freire chamou de “caráter formador do espaço formativo”.
Nesse diapasão, a autoridade coerentemente democrática assenta-se na certeza da relevância da construção de um clima de real disciplina que jamais tolhe a liberdade. Parafraseando Paulo Freire, em verdade, o basilar nos relacionamentos entre educador e educando, entre autoridade e liberdade, entre pais e filhos é a reinvenção do ser humano no aprendizado de sua autonomia. É, pois, imprescindível compreender a impossibilidade de desunir prática de teoria, autoridade de liberdade, liberdade de disciplina, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, respeito aos pais de respeito aos filhos, ensinar de aprender, e assim avante.
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 16h48
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O período a seguir foi o tema de redação proposto pela Fundação Carlos Chagas para o vestibular da Universidade Federal de Alagoas realizado em 2004:
“Possuir um comportamento letrado significa, para uma pessoa, realmente ver e compreender o mundo à sua volta; portanto, investir na formação da criança, do jovem e mesmo do adulto significa construir o futuro de uma nação”.
Diante dele, pedia-se ao vestibulando a elaboração de uma dissertação-argumentativa.
Sintetizamo-lo nesta frase: “A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO NA VIDA DO JOVEM BRASILEIRO”, e, a partir dela, redigimos o nosso texto, defendendo a nossa tese e emitindo nossa modesta opinião sobre a questão posta. Ei-lo:
A Educação é de fundamental relevância na vida de todos – crianças, jovens e adultos. Constitui a base, o alicerce indispensável para as suas elevadas aspirações, traçadas desde o início com o ardor dos mais robustos sonhos infanto-juvenis, acalentados diariamente em seu íntimo, em seu recôndito. É o ponto de partida que permite o mais alto vôo à altura de cada um.
Ademais, trata-se de um novo conceito no mercado de trabalho, decorrente da acelerada adolescência dos conhecimentos técnicos, tendo em vista os constantes avanços nas mais distintas áreas do saber, como computação, engenharia genética, telecomunicações, dentre outras. Há alguns anos, por exemplo, as universidades eram o “locus” de uma instrução mais duradoura, quase definitiva, que dispensava a diária atualização e especialização. Aquele que se formava em Salerno, o centro pioneiro de estudos no século IX a se tornar famoso, era considerado suficientemente preparado para atuar como médico em qualquer canto do mundo, sem precisar rever, cotidianamente, os seus conhecimentos. Outrossim ocorria com um advogado formado pela Universidade de Coimbra ou pela tradicionalíssima Faculdade de Direito do Recife.
De outro lado, hoje em dia, o profissional que não se mantém atualizado com a infinidade de informações que possui ao seu dispor corre o risco de se ver completamente defasado logo depois de graduado. Diante disso, faz-se imperiosa a adoção do hábito da aprendizagem permanente para poder continuar capaz de acompanhar as transformações do mercado. Na ausência de uma boa formação, de uma educação sólida e contínua, que não se desmanche no ar, apesar da clássica assertiva de Karl Marx, inexiste independência de qualquer natureza. Em vários planejamentos pessoais e profissionais, torna-se imprescindível o conhecimento, a habilidade sempre mais eficaz, cujo alicerce está na base deste. Não há, pois, como preterir ou negligenciar na busca do aprendizado diário e cada vez mais atuante.
Nesse sentido, indubitável é que o Brasil terá, neste início de século e milênio, de engendrar um esforço medonho, redobrado, se quiser superar o atraso histórico que o distancia do mundo desenvolvido e o aproxima, sobremaneira, de uma espécie de Quarto Mundo, a ser composto pelas nações que não conseguiram solucionar suas múltiplas dificuldades, sob todos os aspectos, para dar à população um mínimo de condições de sobrevivência, ou aquilo que o gênio alagoano Pontes de Miranda denominou de princípio de igualdade de pontos de partida, vale dizer, numa linguagem atual, distribuição igualitária de renda (ou o mais igualitária possível). E esse esforço implica, necessariamente, em rever os conceitos de “qualidade” e “produtividade”, de tal modo que tais elementos decisivos não podem mais ser encarados por uma óptica meramente técnica, mas sobretudo cultural e política.
Assim, todo tipo de libertação assenta-se nas primeiras iniciativas para o sucesso almejado: na vida social, nos empreendimentos mais audaciosos, na competição constante e sadia ao cume da montanha. E sem o preparo ideal tudo permanece falto de forças, de coragem, centelha viva que anima e vitaliza as energias. E é na infância e adolescência que se parte para esta semeadura. Não há tempo a perder, porquanto ele é inflexível e irreversível. Destarte, é sempre, agora e já, o momento certo para se investir na educação: bons livros, revistas, jornais; enfim, em tudo que forme o lastro exigido para a total libertação.
Em suma, quem desmerece o tempo, inferioriza a vida, ao passo em que se escraviza. E essa posição leva todo indivíduo ao fim dos sonhos, ao término fatal de suas ambições. Têm-se variegados exemplos de pessoas que trilharam por esse caminho, bem como de outras que ostentam poder e riqueza de toda sorte, tendo feito da educação o trampolim de seu sucesso.
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 13h58
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DA MINHA PRIMEIRA LEITURA DE HOJE, NO EDITORIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO:
26/03/2006 - 08h00
Editorial: Abuso de poder
A desfaçatez, o uso sistemático da mentira, o empenho em desqualificar qualquer denúncia, nada disso constitui novidade no comportamento do governo Lula. Chegou-se nos últimos dias, entretanto, a níveis inéditos de degradação ética, de violência institucional e de afronta às normas da convivência democrática.
Na tentativa inútil de salvar a credibilidade em farrapos de um ministro, viola-se o sigilo bancário de um cidadão comum, o caseiro Francenildo Costa --enquanto toda sorte de malabarismos jurídicos e parlamentares protege as contas de Paulo Okamotto, celebrizado pelos nebulosos favores que prestou ao presidente. Fato ainda mais grave, o caseiro se torna alvo de investigação por parte da Polícia Federal, num ato indisfarçável de ameaça e abuso de poder.
A iniciativa --tomada em tempo recorde-- não tem paralelo na história recente do país, infelizmente pródiga em situações nas quais representantes do poder público se viram às voltas com denúncias sérias de corrupção.
Seria o caso de qualificá-la como um crime de Estado, não fosse, talvez, excessiva indulgência chamar de "Estado" o esquema de intimidação oficial que assume o proscênio no momento. Com arrogância e desenvoltura típicas de uma organização habituada à impunidade e aos acertos inconfessáveis, representantes do lulismo já faziam saber, antes mesmo que as contas do caseiro viessem ao conhecimento público, que dispunham de dados supostamente capazes de incriminá-lo.
Posteriormente, a demora em chegar aos responsáveis pelo abuso não fez mais do que intensificar as convicções de que terá partido dos altos escalões governamentais a orientação para que fosse levado a efeito.
Da "lei da mordaça" contra o Ministério Público ao abortado projeto de um Conselho Nacional de Jornalismo, da tentativa de expulsar do país o correspondente do jornal "The New York Times" aos sucessivos embaraços antepostos à ação das CPIs, o governo Lula já deu mostras de que convive mal com a liberdade de imprensa e com a procura da verdade.
Ultrapassou, contudo, o terreno das propostas legislativas desastrosas, como ultrapassou também o terreno das bazófias, das chicanas e do cinismo militante, para se aventurar na prática da chantagem e do abuso de poder.
Escrito por Yuri Monteiro Brandão às 10h52
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BRASIL, Nordeste, MACEIO, JATIUCA, Homem, de 20 a 25 anos, English, French, Livros, Política, Literatura, Música, Semiótica e Xadrez.
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